MESMICE: TOLICE?
Bhagavan querido: a natureza da Realidade é, apenas, existir sempre?
Não. Há outra característica marcante, que ainda não te foi dita, por ser desinteressante para o homem-ego: Realidade é sempre a mesma, nunca mudou e nunca mudará. É desinteressante, sim, neste mundo ansioso por mudanças e novidades.
Por enquanto, mantém na mente este conhecimento: Realidade é imutável/contínua existência, e somente a isto deveriam chamar de "DEUS". Com o tempo, tal conhecimento teórico criará raízes em teu Coração e, em bendito dia, será Verdade genuinamente tua.
Realidade (DEUS) é mesmice sempre renovada, sempre nova, sempre mui amada pelos que A vivenciam interiormente. Portanto, ignora a insensatez que te cerca, a correria alucinada por mudanças e novidades, para melhor ou para pior, tanto faz... Mesmo que ainda acredites nesta ilusão, digo que não precisas disto para seres feliz. Sai da multidão de ovelhas desgarradas e entra em teu Coração, mantendo a atenção no UM, caminhando de volta para "casa".
Observa como nada dura, neste mundo: como o novo fica velho, como o bom fica ruim, como o bonito fica feio.
Observa como mudam, tuas opiniões. Ontem, estavas preocupado com determinada situação; hoje, a mesmíssima situação não mais te parece tão assustadora. Hoje, gostas de algo; amanhã, porém, aquele algo já não te agradará. Portanto, tuas opiniões/certezas, e a própria fonte de onde elas provêm (o "joão de tal"), não são Reais, são ilusões.
Sim, Bhagavan, tens razão. Percebo a fragilidade de minhas certezas, de meus gostos e desgostos. Percebo o vai-vem de tudo que me chega através dos sentidos físicos. Ai de nós, que depositamos esperança nas coisas do mundo; que confiamos em dinheiro, amizades, seguros e armas de fogo!
As coisas mundanas são, exatamente, como nuvens no céu: por um tempo estão lá; depois, porém, desaparecem. Enquanto visíveis no céu, ora parecem com uma árvore; ora, com uma casa. Assim sendo, merecem confiança? Confiai, apenas, naquilo que sempre está presente, em vossos Corações, e sempre é o mesmo: DEUS.
Obrigado, Bhagavan, por estares sempre comigo, embora, muitas e muitas vezes, não esteja, eu, contigo.
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06/07/2026
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